04/03/2016
Reclamação trabalhista aumenta com o desemprego
Fonte: Blog Direito do Trabalho - A Tribuna / Eraldo Aurélio Rodrigues Franzese (*)


Foi divulgado pelo G1 que o número de processos trabalhistas teve um aumento de 12,3% no ano de 2015, conforme dados do Tribunal Superior do Trabalho. No Brasil foram iniciadas 2,6 milhões ações novas no judiciário trabalhista, o que representa um recorde.
O aumento das reclamações trabalhistas está diretamente relacionado com o nível de desemprego que em 2015 ficou na taxa de 6,8% conforme dados divulgados pelo IBGE.
Quando a economia está aquecida, mesmo que o trabalhador seja demitido do emprego, logo obtém outro e ainda que não tenha recebido tudo que lhe é de direito do anterior empregador acaba deixando de reclamar, pois se encontra estabilizado economicamente.
Entretanto, quando desempregado não consegue nova colocação e vê se esgotarem suas reservas econômicas vai lembrar-se de tudo que o empregador que o demitiu deixou de lhe pagar e procura a Justiça para reclamar.
O que em tempos de emprego fácil seria deixado de lado, nos períodos de crise isso não acontece.
Por outro lado, também ocorre a situação do trabalhador enquanto se encontra empregado tolerar o descumprimento de algum direito para manter o emprego e quando demitido reclama no Judiciário. Com o aumento das demissões, consequentemente, aumentam os trabalhadores reclamando direitos.
O desemprego é reflexo de que a economia do País não vai bem. E, se por um lado há o aumento das ações trabalhistas, por outro lado existe maior dificuldade na execução das sentenças condenatória.
(*) Eraldo Aurélio Rodrigues Franzese, advogado
